Diadema cresceu sobre um relevo acidentado da Serra do Mar, onde a ocupação acelerada a partir dos anos 1960 trouxe desafios geotécnicos que persistem até hoje. O mapeamento geológico da região metropolitana indica aquíferos fraturados e solos de alteração com comportamento hidráulico variável, o que torna o ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) uma etapa indispensável antes de qualquer obra de médio porte. Para projetos de contenção em encostas ou escavações que atingem o lençol freático, complementamos a investigação com sondagens SPT e ensaios de laboratório, garantindo que o coeficiente de condutividade hidráulica obtido reflita com precisão as condições do maciço local.
O ensaio Lugeon revela a condutividade real das descontinuidades na rocha, informação que nenhuma amostragem consegue reproduzir.
Escopo do trabalho em Diadema

Desafios técnicos típicos em Diadema
Acompanhamos uma obra de um edifício residencial de 18 pavimentos na região central de Diadema onde o projeto previa escavação de subsolo abaixo do lençol freático. Durante a fase de rebaixamento, a vazão bombeada foi três vezes maior que a estimada em escritório com base em parâmetros bibliográficos. O contratante precisou redimensionar o sistema de drenagem e reforçar as contenções, gerando aditivos contratuais e atraso no cronograma. Se o ensaio de permeabilidade in situ tivesse sido executado na campanha inicial, o modelo hidrogeológico teria capturado as lentes de areia siltosa que alimentavam o fluxo, e o custo adicional teria sido evitado. Em túneis e barragens na região do ABC, ignorar a permeabilidade real do maciço rochoso leva a surpresas ainda mais graves, como instabilidade na frente de escavação e perda de água do reservatório.
Nossos serviços
Executamos uma gama de ensaios geotécnicos de campo e laboratório que complementam a investigação hidrogeológica em Diadema:
Ensaio de Permeabilidade In Situ
Execução do ensaio Lefranc em solos e Lugeon em rocha, com relatório contendo o coeficiente de condutividade hidráulica (k) e a absorção específica (UL) por trecho ensaiado.
Sondagens SPT e Rotativa
Perfuração com cravação de amostrador padrão e avanço rotativo em rocha, definindo os furos onde serão executados os trechos de ensaio de permeabilidade.
Ensaio CPT
Cravação contínua do cone elétrico para estratigrafia detalhada e estimativa do comportamento hidráulico a partir da dissipação de poropressão.
Perguntas comuns
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc é executado em solos ou rocha alterada, geralmente a cada metro de perfuração, medindo a permeabilidade do maciço por meio de carga constante ou variável. Já o Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados e aplica pressão em patamares crescentes e decrescentes para avaliar o comportamento das descontinuidades. O resultado do Lefranc é expresso em m/s, enquanto o Lugeon é dado em Unidades Lugeon.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em Diadema?
O valor fica entre R$1.300 e R$2.240 por trecho ensaiado, dependendo da profundidade, do tipo de ensaio (Lefranc ou Lugeon) e da logística de acesso ao furo. Para obras com múltiplos trechos, podemos elaborar uma proposta técnica com desconto progressivo.
Em que etapa da obra o ensaio deve ser realizado?
O ideal é que o ensaio de permeabilidade in situ faça parte da campanha de investigação geotécnica preliminar, simultaneamente às sondagens SPT ou rotativas. Isso permite que o projetista tenha os dados hidrogeológicos antes de dimensionar rebaixamento, contenções ou sistemas de drenagem, evitando revisões de projeto e atrasos na fase executiva. Mais info.