Projetar uma fundação no Jardim Campanário ou uma escavação no Taboão envolve subsolos com comportamentos elétricos distintos, reflexo direto da interação entre os sedimentos terciários da Bacia de São Paulo e as rochas do embasamento cristalino. Em Diadema, a resistividade elétrica e a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) oferecem um caminho técnico para visualizar essas diferenças antes da primeira pá no terreno. A técnica injeta corrente contínua no solo por eletrodos metálicos e lê a diferença de potencial, revelando camadas de argila, silte ou rocha alterada sem necessidade de perfuração mecânica. O contraste de resistividade entre um aterro seco e um horizonte saturado orienta a profundidade de investigação com precisão, algo que complementa investigações diretas como o ensaio CPT quando se busca correlação entre parâmetros de ponta e o perfil geoelétrico. Essa leitura não invasiva é particularmente útil em lotes urbanos densos, onde o acesso de sondas rotativas é limitado por muros e galerias. A equipe técnica interpreta as curvas de resistividade aparente utilizando algoritmos de inversão 1D e 2D, gerando seções que destacam zonas de fraqueza ou plumas de contaminação antes invisíveis.
A resistividade traduz em imagem o que a geologia esconde: a verdadeira profundidade do topo rochoso e a extensão da zona saturada.
Escopo do trabalho em Diadema

Demonstration video
Desafios técnicos típicos em Diadema
Ignorar a heterogeneidade elétrica do subsolo de Diadema costuma resultar em superdimensionamento de fundações ou, pior, na instalação de dispositivos de aterramento que não cumprem a resistência de malha exigida pela concessionária. Muitas vezes vemos que uma simples variação lateral na umidade, imperceptível em sondagens pontuais, cria um caminho preferencial de corrente que invalida o projeto elétrico da edificação. O risco se agrava em terrenos de antigos aterros sanitários ou bota-foras, comuns na expansão urbana do município, onde a presença de chorume ou resíduos metálicos distorce completamente o campo elétrico. Sem uma SEV calibrada com pontos de controle diretos, o engenheiro pode interpretar uma anomalia de baixa resistividade como o nível d'água, quando na realidade se trata de uma pluma de contaminação condutiva. A consequência vai além do retrabalho: envolve a segurança eletromagnética da edificação e a integridade de equipamentos sensíveis.
Nossos serviços
A aplicação de métodos geoelétricos em Diadema se desdobra em serviços complementares que ampliam a segurança do diagnóstico geotécnico e ambiental.
Caminhamento Elétrico (CE) para Contaminação
Varredura 2D da resistividade ao longo de perfis lineares, ideal para delimitar plumas de contaminantes e verificar a integridade de liners em antigos depósitos industriais na região do ABC.
Medição de Resistividade para Malha de Aterramento
Ensaio pelo método de Wenner para obter a estratificação do solo em camadas elétricas, fornecendo os dados de entrada para o cálculo da malha de aterramento conforme exigências da ABNT NBR 15749.
Perguntas comuns
Qual o custo médio de uma Sondagem Elétrica Vertical (SEV) em Diadema?
O investimento para uma campanha de SEV em Diadema varia conforme o número de pontos e a profundidade de investigação, situando-se geralmente entre R$1.300 e R$2.490 por ponto, incluindo a aquisição de campo, o processamento dos dados e o relatório técnico com as seções de inversão.
Qual o arranjo mais indicado para detectar o topo rochoso?
O arranjo Schlumberger é o mais eficaz para investigar o topo rochoso em profundidades superiores a 15 metros. Com a abertura progressiva dos eletrodos de corrente, conseguimos uma excelente resolução vertical, permitindo distinguir a transição entre o solo saprolítico e a rocha sã, muito comum nos morros de Diadema.
A SEV substitui a sondagem SPT?
A SEV não substitui a sondagem SPT, mas a complementa de forma estratégica. Enquanto o SPT fornece o índice de resistência à penetração e a classificação tátil-visual, a SEV mapeia a continuidade lateral das camadas, garantindo que um impenetrável não seja confundido com um matacão isolado.
Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório?
A aquisição de campo para um ponto de SEV leva de 1 a 2 horas. O processamento e a inversão dos dados, junto com a elaboração do relatório técnico interpretativo, são concluídos em um prazo de 3 a 5 dias úteis, dependendo da complexidade geológica.
A chuva interfere na medição da resistividade elétrica?
Sim, a chuva pode mascarar os resultados. A saturação superficial reduz a resistividade aparente das primeiras camadas. Nossa equipe monitora as condições climáticas e, sempre que possível, agenda as medições após um período de estiagem para garantir a representatividade dos dados conforme a ABNT NBR 7117.