Diadema cresceu sobre solos de alteração de rochas cristalinas e sedimentos terciários da Bacia de São Paulo, com cerca de 40 km² encravados no Planalto Paulista. Essa formação gera um subleito heterogêneo: em alguns trechos predomina silte arenoso laterítico com boa capacidade de drenagem, e em outros surgem argilas orgânicas saturadas próximas aos fundos de vale, como na bacia do Ribeirão dos Meninos. O ensaio de Índice de Suporte Califórnia (CBR) nessas condições não é mera formalidade contratual — é a única forma de quantificar a expansão e a resistência à penetração de uma camada que receberá cargas repetidas de ônibus intermunicipais e caminhões industriais. Complementamos a investigação do subleito com a granulometria para identificar a fração fina que controla o comportamento expansivo, e recorremos ao ensaio de compactação Proctor quando é necessário definir a umidade ótima e o peso específico máximo de cada camada do aterro.
O CBR não mede apenas a resistência pontual: ele antecipa o que a saturação fará com o pavimento durante as chuvas de verão em Diadema.
Escopo do trabalho em Diadema

Demonstration video
Desafios técnicos típicos em Diadema
O prensa CBR que utilizamos em Diadema aplica carga por pórtico de reação com anel dinamométrico calibrado, penetrando o corpo de prova submerso a velocidade controlada. A ausência desse ensaio em um projeto viário no município transfere ao pavimento toda a incerteza sobre a expansão volumétrica do aterro: um subleito com CBR inferior a 6% pode exigir reforço com rachão ou substituição onerosa depois que a capa asfáltica já está executada. O risco financeiro vem da necessidade de fresagem e recomposição precoce, mas o risco operacional atinge diretamente o fluxo de veículos pesados que abastecem os polos industriais da região. Diadema tem pluviosidade média anual acima de 1.400 mm, e a alternância entre estiagem e chuvas intensas acelera a degradação de bases saturadas: um subleito que expande 3% durante a imersão no laboratório pode levantar o revestimento em campo e abrir trincas por fadiga em menos de dois ciclos sazonais.
Nossos serviços
O estudo CBR que entregamos em Diadema parte da coleta de amostras indeformadas no traçado da via e inclui a caracterização completa do subleito: compactação na energia especificada pelo projetista, imersão monitorada e curva carga-penetração com cálculo do índice final. Relatório técnico com registro fotográfico, tabelas de leitura e ART do engenheiro responsável.
Ensaio CBR de Campo (In Situ)
Realizado sobre o subleito compactado com cilindro liso ou pé-de-carneiro, medindo a resistência diretamente na pista antes da liberação da base. Ideal para controle tecnológico de execução em trechos extensos de pavimentação.
Ensaio CBR de Laboratório com Imersão
Moldagem de corpo de prova na umidade ótima, imersão por 96 horas com leituras diárias de expansão e ruptura por penetração. Determina o ISC e a expansão para dimensionamento de pavimento flexível ou rígido.
Pacote Completo de Caracterização do Subleito
Inclui ensaio CBR, compactação Proctor, granulometria por peneiramento e sedimentação, limites de Atterberg e determinação do teor de matéria orgânica. Perfil geotécnico completo da plataforma viária.
Classificação MCT para Solos Tropicais
Complemento ao CBR tradicional com classificação Miniatura Compactada Tropical (MCT) conforme metodologia DNIT, essencial para solos lateríticos comuns na região de Diadema. Distingue solos de comportamento laterítico dos não lateríticos.
Perguntas comuns
Qual o custo médio de um ensaio CBR para projeto viário em Diadema?
O investimento para um ensaio CBR de laboratório em Diadema fica entre R$420 e R$760 por corpo de prova, dependendo da energia de compactação (Proctor Normal ou Intermediário) e da necessidade de caracterização complementar com granulometria e limites de Atterberg. Para um pacote completo de subleito com três pontos de coleta, o valor final é calculado conforme o plano de amostragem definido pelo projetista.
Quantos corpos de prova são necessários para um projeto de pavimentação?
A quantidade de corpos de prova segue o plano de amostragem do projeto geotécnico, mas como referência a norma ABNT NBR 9895 recomenda no mínimo um ensaio a cada 300 metros de pista por faixa de tráfego. Em Diadema, onde o subleito varia entre silte laterítico e argila mole em curtas distâncias, costumamos recomendar uma malha mais fechada nos trechos próximos a fundos de vale.
O ensaio CBR serve para pavimento rígido ou apenas para flexível?
O ensaio CBR é utilizado tanto para dimensionamento de pavimento flexível quanto para avaliação do subleito de pavimento rígido. Em pavimentos de concreto, o CBR do subleito influencia o módulo de reação (k) e a espessura da sub-base. O procedimento de ensaio é o mesmo; o que muda é o critério de aceitação no projeto estrutural.
Quanto tempo leva para sair o resultado do ensaio CBR?
O prazo mínimo é de sete dias úteis contados a partir da moldagem: quatro dias de imersão obrigatória, mais o tempo de compactação, rompimento e elaboração do relatório técnico. Se houver necessidade de repetição por não conformidade na expansão, o prazo se estende proporcionalmente. Solicitamos agendamento prévio para encaixar a moldagem na programação do laboratório.
Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ?
O CBR de laboratório é executado sobre amostra moldada na umidade ótima e submetida à imersão controlada, fornecendo o ISC de projeto. O CBR in situ é medido diretamente sobre o subleito compactado na obra, com penetração dinâmica ou estática, e serve para controle de execução. Ambos são complementares: o primeiro define a capacidade de suporte esperada, e o segundo verifica se a compactação de campo atingiu o desempenho previsto. Executamos os dois tipos em Diadema.